Monday, May 30, 2011

Alguns rabiscos de Leonora Ivashkov, não pense que isso é um diário.

Depois que Mitchell e eu começamos a ‘fingir namorar’ a minha vida mudou.
Parece até um pouco dramático, dizer isso, mas foi o que aconteceu. Antes eu era apenas conhecida como uma gorda encalhada que tinha uma coluna de fofocas no jornal da escola. Agora com Mitchell, eu havia elevado o meu status, pois havia subido um degrau na cadeia alimentar, e agora eu era ‘popular’.Não que eu já não o fosse, mas com um namorado bonito e querido a tiracolo, as pessoas me olhavam como se eu fosse uma pessoa ‘normal’. Hilário, eu sei, até porque eu nunca serei uma pessoa ‘normal’, sou melhor que isso, mas era engraçado, ver pessoas que antes me olhavam com ares de superioridade, me cumprimentarem, e isso acontecia até mesmo as namoradas de outros jogadores do time dele e outras pessoas pela escola. Ah e eu devo confessar que precisei pegar algumas dicas com Parvati e Robbie, sobre ‘namoro a sério’, coisas como gestos em público, aonde ir, o que dizer quando em companhia de outras namoradas, estas coisas, para não dar nenhum fora. O que explicava o fato de eu passar a ser vista frequentemente nos treinos e jogos de quadribol do time do meu namorado. Ok, ok, eu gosto do som destas duas palavras(meu namorado), mas eu sei que isso é apenas um treino, mas ninguém disse que eu não deveria curtir a situação, muito pelo contrário.
E Mitchell é claro, faz a parte dele, me trata super bem, é atencioso, gentil, sempre preocupado comigo...Claro, que às vezes, ele exagera e dá uns beijos intensos demais, dizendo que faz parte da encenação, mas eu não sou tão boba assim. Sou rápida para aprender quando quero, e devo confessar que alguns dias, quem sai de joelhos bambos dos encontros, é ele rsrs. Nunca pensei que ele fosse uma pessoa tão interessante...Quando acabar, penso que vou sentir falta dele...Talvez possamos manter a amizade.Já ouvi tanto por ai, sobre amigos com benefícios...Vamos ver...



- Tem certeza de que vamos jogar boliche? Você nem gosta de carregar suas sacolas de compras por medo de estragar as unhas. - disse Mitchell quando chegou na república para me buscar. Antes de responder, o olhei de cima a baixo e ele percebendo o meu olhar, disse com um olhar maroto:
- Podíamos ficar namorando em algum lugar mais sossegado...-disse me puxando e me beijando, e aquilo poderia ter durado um tempão, se não fôssemos interrompidos:
- Woow! Deste jeito vocês vão derreter as calotas polares, vamos manter a decência.- disse Robbie saindo com Parvati. Lukas e Alec vinham logo atrás, e depois de acenarem para Mitchell, ele retribuiu. Eu, Parv e Robbie, sempre incluíamos Mitchell na conversa e quando chegamos ao boliche, os garotos já estavam conversando entre si animados, afinal haviam descoberto que em matéria de esportes tinham vários gostos em comum.
Quando chegamos na pista de boliche, colocamos nossos sapatos e escolhemos a nossa pista. Após fazermos algumas jogadas, Mitchell começou a se achar o rei do boliche, citando as regras, e quando ele, Alec ou Lukas faziam algum strike, comemoravam de forma excessiva, para nos tirar do sério.
- Quero jogar a bola rosa chiclete...Tenho sorte com esta cor.- comentei
- Mas com ela você não vai conseguir derrubar os pinos, é muito leve. Aliás você nem a segura direito, ela não é um ser vivo, baby.- e Lukas também fazia algumas observações quando Parv ia jogar. Alec se abstinha de comentar, mas os seus olhos indo para o alto, quando Robbie dava sua corridinha esquisita e a bola rolava pela calha, errando os pinos, ja diziam tudo.
- Quer saber? Vocês estão muito chatos com esta coisa de regras, vamos nos divertir.- reclamei e Parv comentou:
- Quem vê o jeito de vocês pensa que estamos disputando um campeonato.
- Disputar um campeonato com vocês? Impossível, vocês são muito ruins, seria um massacre.- disse Mitchell, e até mesmo Alec riu. Eu apertei os olhos, enquanto Parv cruzava os braços e Robbie passava a mão na testa, cansado:
- Você está dizendo que somos tão ruins, que dificilmente ganhariamos de vocês?- perguntei.
- Sim, é isso aí.- Mitchell disse, e após um olhar para Parvati, Robbie disse:
- Pois nós achamos que mesmo sem todo este preparo de vocês, podemos vencer, só temos que pegar o jeito, já sabemos o básico.
- Trocar o cadarço do sapato, para combinar com a sua roupa não é o básico.- zombou Mitchell e Robbie disse se virando para mim:
- Vou deixar de gostar dele, posso? Ainda não dei permissão para ele ser engraçadinho.- e eu respondi:
- Ele está sendo bobo, não ligue. Eles podem ser os atletas, mas nós podemos vencê-los.- eu disse confiante e Mitchell e os garotos riram.
Antes de voltar ao jogo, puxei Robbie e Parv e disse baixinho a eles: ‘W-i-i’, e eles após uma troca de olhares, riram de forma maliciosa. Aquilo ficaria bom.
Começamos a jogar de forma mais consistente e ao primeiro strike de Robbie, que eu e Parv pulamos para comemorar, Mitchell disse que era sorte de principiante, mas à medida que o jogo progredia, Mitchell ia ficando emburrado, enquanto Lukas e Alec paravam de implicar. Ao final acabamos vencendo por um strike lindo de Robbie, usando uma bola verde limão que fizemos questão de comprar como um troféu. Na volta para as repúblicas, Alec, Lukas, Robbie, Parv e eu comentávamos a partida, rindo e Mitchell, embora participasse da conversa, estava mais calado. Nos separamos de nossos amigos e ele me levou direto para a república, e devo confessar que eu estava toda animadinha, especialmente ao perceber que ele ficava cada vez mais carrancudo.Gosto de provocar, fazer o quê?
Ao nos despedir, ele me deu um beijo rápido e foi embora, acabei entrando e indo para meu quarto, após algum tempo, Parv chegou e quis saber:
- E ai? Mitchell superou bem a derrota?
- Acho que não,acredita que ele foi embora sem nem me beijar direito?- resmunguei e ela riu:
- Acho que esqueci de te contar esta parte do namoro: alguns caras são competitivos e odeiam quando perdem algum jogo para suas namoradas. Lukas nunca foi louco o bastante para tentr isso comigo. Mas logo, Mitchell supera, é só você não ficar pisando muito.- rimos porque começamos a lembrar das jogadas e o quanto a noite havia sido divertida.
No dia seguinte, quando fomos sair para ir ao castelo para as aulas do dia, Mitchell estava parado na porta da república. Aproximei-me e ficamos nos olhando, e ele foi o primeiro a quebrar o silêncio:
- Desculpa, eu agi como um idiota ontem. Sou um pouco competitivo e...
- Um pouco?- e ele sorriu admitindo:
- Sou muito competitivo e nunca uma namorada minha havia ganho de mim de lavada no boliche.
- Não ganhavam porque isso está no ‘Manual da namorada perfeita’: nunca ganhe do seu namorado para não irrita-lo. Então elas fingem que são péssimas para não irritar o namorado. Mas como eu não sou perfeita, não me importei em magoar os seus sentimentos.Até porque não somos namorados de verdade e não combinamos este tipo de coisa. - eu disse franca e ele disse:
- Eu achei que você havia mentido para mim, sobre nunca ter ido a uma pista de boliche...
- Mas eu nunca fui mesmo.- eu disse e ele me olhou duvidando:
- Não foi o que me pareceu ontem à noite. Ou será que você queria me fazer de bobo na frente dos seus amigos?- disse fechando a cara novamente e eu respondi tensa:
-Você está me chamando de mentirosa? Se está vamos parar por aqui, cowboy.Está?
- Não, só que você jogou muito bem, quando resolveu entrar no jogo e isso é estranho.
- Eu nunca fui a uma pista de boliche no mundo real, só no mundo virtual e confesso que sou muito boa. Aliás, eu sou tão boa que consegui uma medalha de ouro nas Olimpiadas. - como ele ainda me olhasse pasmo eu expliquei:
- Parv, Robbie e eu, somos ótimos no videogame.Foi só relaxar e imaginar que estávamos em nosso jogo.- achei que que ele fosse ter um piti, depois do que eu contei, mas ele começou a rir, quando viu que eu falava a sério:
- Vocês nos deram aquele banho, apenas porque sabem jogar videogame? Isso é bizarro.- ele se aproximou e quis saber:
- Ainda estamos juntos não é?Quer dizer, com a encenação e tudo o mais...Eu vou entender se você quiser ficar livre, fui um bobão.
- Sim, você foi um bobo, mas se quiser, estamos juntos...- ele sorriu e eu continuei:
- Afinal, Finn ainda não veio falar comigo.- e ele voltou a ficar sério:
- Sim, claro, eu havia me esquecido que o Finnegan é a razão por estarmos juntos.- continuamos a caminhar para a escola e ele segurava a minha mão.
- Sabe, esta foi a nossa primeira briga...Não deveriamos fazer as pazes?- eu comentei e ele parou e me puxou para ele:
- Então temos que fazer as pazes do jeito certo.- e me beijou de forma tão intensa que me pareceu uma despedida quando no soltamos, pois seu olhar estava triste.
Até comecei a ficar curiosa sobre isso, mas me distrai quando Finn passou por nós e nos olhou feio. Sorri para Mitchell e segurei forte a sua mão enquanto entrávamos no castelo. Talvez, Finn esteja pronto para tomar uma atitude em relação a nós.
Era uma terça-feira e o jantar já haviam terminado. A maioria dos alunos já começava a voltar para suas republicas para descansar, mas a movimentação no castelo ainda era grande. Parvati se despediu de Leo e Robbie, que não participavam de nenhum clube à noite, e começou a caminhar na direção das masmorras com alguns poucos alunos. Era sua primeira reunião no Clube de Alquimia Avançada. Depois de um longo período de avaliação, onde o professor Kollontai a observava com demasiada atenção em todas as aulas, ela havia sido finalmente aceita no seleto clube.

Foi uma das últimas a entrar e estava um pouco nervosa. Ela não costumava se sentir intimidada, mas aquele clube era um desafio. Estava cansada de ser diminuída pela prima e queria provar que era perfeitamente capaz de ocupar aquela vaga. As provocações e piadas sobre loiras iam acabar naquela noite. A turma conversava animada, mas todos se calaram no instante em que o professor Kollontai entrou. Ele analisou a turma em silencio e deu um sorriso, algo raro em suas aulas normais. Ele era diferente quando estava com seu seleto grupo de alunos.

- Boa noite a todos – Reno circulava pela masmorra, estranhamente animado – Como já devem ter notado, hoje temos dois novos membros. – e apontou para Parvati e Patrick, namorado de Lenneth – E para dar às boas vindas a Srta. Parvati Karev e ao Sr. Patrick Boris, vou trazer de volta uma tradição que ficou esquecida esse ano: o duelo alquímico.

O burburinho foi instantâneo. Já havia quase um ano desde que o duelo alquímico havia acontecido numa reunião do clube. O último, no final do ano anterior, não havia acabado muito bem. A turma rapidamente começou a se dividir em pares, mas Reno os deteve na mesma hora.

- Hoje sou eu quem vai decidir os duelos, não queremos acidentes como o do ano passado, não é mesmo? – e bateu no ombro de Oleg. Ele incendiara acidentalmente seu oponente da última vez – Hoje você duela com seu irmão, só ele controla sua empolgação.

Não demorou muito e toda a turma estava dividida em duplas. Dos combates mais interessantes, Lucian ia duelar com Patrick, Oleg e Alec, e Ozzy e Parvati iam medir forças. O último duelo rendeu algumas apostas lideradas por Oleg e apesar de Parvati ser novata, a turma ficou dividida. Reno afastou as mesas com um simples aceno de varinha e saiu pela masmorra desenhando círculos alquímicos, sempre um de frente pro outro e com cinco metros de distancia entre eles.

- A regra é simples: quem tirar o oponente de dentro do circulo, vence. Vocês não devem fazer mágica com as varinhas, e sim usar os elementos à sua volta no combate. Vocês têm a terra no meio das pedras dessa masmorra, tem o ar que circula aqui dentro, tem a água da fonte na parede dos fundos e o fogo dos lampiões. Usem esses elementos, controle-os. Vou supervisionar para que não haja nenhum acidente e não se esqueçam que usar magia demais esgota suas energias, então controlem isso também. Ocupem seus círculos, fiquem de frente para o seu oponente e podem começar.

As duplas começaram a testar seus conhecimentos com a manipulação dos elementos e enquanto a turma se aquecia para o combate, a briga entre Oleg e Alec já pegava fogo. Literalmente. Oleg lançara um jato de fogo pra cima do irmão, que bloqueava o ataque com uma parede d’água. Quando o fogo começou a perder a força, Oleg criou uma tempestade de areia que engoliu o irmão, mas Alec se manteve dentro do circulo e conseguiu dispersar o ataque com um mini tornado que espalhou a areia por toda a masmorra. Reno se divertia vendo os dois irmãos batendo de frente e não arriscava dizer quem sairia vitorioso.

Não demorou muito Lucian e Patrick começaram a se enfrentar de verdade. Patrick usava na maior parte do tempo pequenas bolas de bolos para tentar desestabilizar Lucian, mas não estava surtindo efeito. Depois de um tempo, em que Lucian o manteve ocupado se defendendo de uma enxurrada de bolas de neve, ele mandou uma onda de areia para cima de Patrick. A onda acertou o garoto em cheio, fazendo-o engasgar por ter sido pego desprevenido e o empurrando para fora do circulo, dando a vitoria a Lucian.

Metade dos duelos já haviam terminado e os alunos se dividiam entre as apostas de vencedor entre Oleg e Alec e Parvati e Ozzy. O duelo entre os irmãos terminou primeiro, com Oleg criando um terremoto na masmorra que desequilibrou toda a turma e, principalmente, seu irmão. Alec não conseguiu se manter em pé quando o chão sacudiu e foi atirado pra fora do circulo.

Com o fim daquele embate, as atenções se voltaram para Parvati e Ozzy. E não parecia que um vencedor sairia tão cedo. Ambos estavam muito concentrados e Ozzy parecia surpreso por estar tendo tanto trabalho para derrubá-la, Parvati conhecia todo o tipo de ataque e defesa. Quando ele se defendeu de um ataque de fogo com um escudo de areia, ela logo começou a lançar jatos d’água para cima dele, transformando o escudo em lama. Quando ele tentou congelar o chão para ela escorregar, rapidamente ela o esquentou e se desfez do gelo. Ozzy começou a atacar com bolas de fogo, mas ela rebatia com muito vento, jogando todas para longe.

- Ok, 10 galeões que ela vai vencer isso – Alec falou pro irmão – Ozzy está ficando sem opções.
- Que isso, ele é muito bom, não tem como ela vencer – Lucian discordou – Ela só está se defendendo, não ataca.
- Isso não vai ter fim – Julie comentou bocejando.
- Ela não ataca? – Lenneth apontou para Parvati – Então o que ela está fazendo?

Todos olharam de volta para o duelo e viram Ozzy começar a ser envolvido por raízes. Eram galhos finos, mas cresciam muito depressa e já tomavam conta de metade de sua perna. Ele riu e cruzou os braços.

- Você deve me tirar do circulo, não me manter preso nele. Não vou me dar ao trabalho de tirá-las, acho que vão me ajudar, obrigada.
- Professor? – Jack parou ao lado de Reno, com uma expressão preocupada – Não acha melhor interferir?
- Ainda não... Quero ver o que ela vai fazer.

Jack olhou para a prima outra vez. Enquanto Ozzy ria das raízes que o prendiam fixamente dentro do circulo, Parvati tinha as mãos viradas para o chão, cabeça baixa e os olhos fechados. Estava tão concentrada que as lufadas de ar que Ozzy mandava em sua direção não a distraiam. Ela continuou daquele jeito por quase três minutos, então Ozzy gritou e todo mundo entendeu o que estava acontecendo. Parvati estava esquentando o chão dentro do circulo dele. E as raízes, que agora prendiam toda a sua perna, não o deixavam sair. Ele parou de atacar e começou a arrancar os galhos com as mãos, enquanto ela mantinha a temperatura do chão elevada. Aos poucos, o chão de pedra da masmorra começava a derreter.

- Ozzy, faz alguma coisa! – Lucian gritou do lado de fora – Congele o chão!
- Não consigo me concentrar! – ele arrancou os últimos galhos e caiu para trás, para fora do circulo. Seus sapatos estavam derretidos e a sola de seu pé cheia de bolhas.
- Eu ganhei? – Jack correu até a prima quando ela cambaleou. Chegou a tempo de segurar seu corpo quando ela desmaiou, esgotada.
- Alec, ajude Jack a levar Parvati para a enfermaria, ela esgotou todas as suas reservas de energia e vai precisar de algumas poções. Oleg, Lucian, carreguem Oscar até lá também. Acho que algumas ataduras serão necessárias.
- Não preciso que me carreguem, consigo andar! – Ozzy levantou irritado, mas não agüentou pisar no chão.
- Cale a boca e ao menos se apóie em nós dois – Oleg puxou o braço direito do amigo e o jogou em seus ombros.

Os seis saíram da masmorra para a enfermaria e o resto da turma continuou acompanhando os duelos que ainda não haviam terminado. A enfermeira estava de plantão quando eles chegaram e não pareceu surpresa de ver dois alunos sendo carregados até suas macas quase 21h da noite. Deu um longo suspiro enquanto Parvati e Ozzy eram acomodados e depois se aproximou.

- Vou pedir ao diretor que proíba essas reuniões de alquimia à noite – resmungou enquanto verificava o pulso de Parvati – Sempre chegam alunos machucados! Isso é um absurdo! O que você fez com ela, garoto? – e se virou para Ozzy.
- Melhor perguntar o que ela fez comigo! – Ozzy respondeu irritado, apontando para os pés – Ela morreu? Diz que sim, por favor.
- Boa sorte com eles – Jack falou rindo e começou a se afastar com os outros.
- Ei, aonde vocês vão? – Ozzy berrou da cama – Esperem por mim, não vou passar a noite aqui por causa de uma queimadura.
- Garoto, seus sapatos derreteram, você vai passar a noite aqui – a enfermeira o empurrou de volta na cama – Podem ir embora, voltem amanha para buscar o estressado.
- Boa noite, Ozzy – Alec falou rindo – Não se esquente demais, pode acabar como seu pé – e os outros riram, saindo da enfermaria.

Ozzy puxou a cortina da cama irritado e a enfermeira a abriu outra vez, carregando uma bandeja com curativos e ungüento para queimaduras. Ia ser uma longa noite, e ele teria tempo de sobra para pensar numa revanche.